Em várias cidades os galpões das obras da transposição do São Francisco estão completamente abandonados e se deteriorando no tempo. O primeiro canal e a barragem ficaram prontos após cinco anos de obras, a um custo de mais de R$ 120 milhões. A previsão era que em 2010, 12 milhões de pessoas fossem beneficiadas pela transposição, ledo engano.
Alguns representantes políticos tentam coibir o desperdício de verba pública através de propostas, como o deputado sergipano Laércio Oliveira, que defende na Câmara Federal a aprovação de proposta que impede a paralisação das obras, exigindo “a obrigação de respeito ao cronograma de obras já estabelecido”.
Além dele, o vereador Wagner Balieiro, de São José dos Campos, em São Paulo, elaborou projeto de lei que visa oferecer mais transparência ao processo de licitação e à execução dos trabalhos. O texto se refere aos custos, às despesas indiretas e ao lucro dos contratados nos serviços e estabelece que todas as obras e serviços só poderão ser licitadas quando houver orçamento detalhado, que tratem de todos os custos unitários e que fixem o percentual máximo relativo às despesas indiretas e ao lucro do contratado.
Ambos os projetos devem ser tomados como legislação para todo o país. Exigindo, com base na lei, que o dinheiro público não seja gasto de forma banal e aplicando corretamente o recolhimento dos impostos pagos pela população.
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