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Sendo a maior rede de televisão do Brasil e a segunda maior do mundo, a Rede Globo possui um histórico de controvérsias em suas relações na sociedade brasileira.
Entre as principais controvérsias históricas das Organizações Globo estão o apoio à ditadura militar instaurada no país em 1964, regime que teria rendido benefícios ao grupo midiático, em especial para o canal de televisão. A própria Globo reconheceu, 49 anos depois, que o apoio o golpe de Estado e ao regime subsequente foi um "erro".1 Outras polêmicas incluem acusações de que a emissora fez coberturas tendenciosas do movimento das Diretas-Já e das eleições presidenciais brasileiras de 1989, 2006 e 2010, além de ter recebido notificações da Receita Federalpor sonegação fiscal ente 2010 e 2012.2 Além disso, um documento de 15 de setembro de 2006, liberado pelo site WikiLeaks em 2013, cita que a Rede Globo repassou à UNESCO apenas 10% do valor arrecadado desde 1986 com a campanha Criança Esperança. A emissora afirmou "desconhecer" essa informação e afirmou que "todo o dinheiro arrecadado pela campanha é depositado diretamente na conta da Unesco".3 4
Durante a série de manifestações populares que ocorreram em várias cidades brasileiras em 2013, protestos em frente às sedes da emissora aconteceram por todo o país. A fachada do edifício da empresa em São Paulo teve estrume lançado sobre a sua fachada, além dos muros do prédio terem sido pichados.5 6 No protesto na sede da emissora no Rio de Janeiro, os manifestantes entraram em confronto com a polícia.7 8
Índice [esconder]
Influência política[editar]
Apoio ao Regime Militar[editar]
"Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada. Quando a nossa redação foi invadida por tropas anti-revolucionárias, mantivemo-nos firmes em nossa posição. Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de correção de rumos até o atual processo de abertura, que se deverá consolidar com a posse do novo presidente."
— Roberto Marinho, no jornal O Globo, edição n° 1.596, 7 de outubro de 1984.9
A Rede Globo foi fundada em 1965, um ano após o golpe de estado de 1964 e se consolidou como maior rede de televisão do país durante a década de 1970. Neste período, o regime militar implementou uma política de modernização das telecomunicações. Em 1965, criou a Embratel, ao passo em que o Brasil se associou à Intelsat.10 Em 1968 foi criado o Ministério das Comunicações e no mesmo ano surgiram as primeiras emissoras de rádio FM e foi criada a AERP (Assessoria Especial de Relações Públicas) que reforçava a necessidade de propagar ideais ufanistas e nacionalistas. Em 1969 o país se integra ao sistema mundial de comunicação por satélite.10 A intenção do regime era se opôr à hegemonia cultural caracteristicamente de esquerda da época.10 Uma de suas armas para isso teria sido a televisão, tendo o regime feito vistas grossas à parceria, vetada por lei, entre Roberto Marinho e a multinacional Time-Life, o que contribiu para o salto tecnológico da Rede Globo.10
Segundo as Organizações Globo, O Globo apoiou o golpe militar de 1964 fazendo parte de um "posicionamento amplamente majoritário" contra o governo do presidente João Goulart.11 Afirma também que Roberto Marinho acreditava na vocação democrática do presidente Castello Brancoe na eficácia da política econômica desenvolvida por Roberto Campos e Octavio Gouvêa de Bulhões.11 No entanto, o grupo nega que o crescimento da Rede Globo se deu graças à estreita ligação de Roberto Marinho com o regime implantado em março de 1964, citando como exemplos disso a dificuldade em obter concessões para canais de televisão em João Pessoa e Curitiba em 1978, alguns casos de censura a sua programação, além do fato de que alguns de seus profissionais eram membros do Partido Comunista Brasileiro.11 No entanto, como apontou Renato Ortiz, a censura não era generalizada, uma vez que "sua principal função era impedir a emergência de determinadas ideias, notícias, publicações que estivessem contrárias à lógica ditatorial de difundir ideais de progresso, harmonia e desenvolvimento".10 Em 2013, asOrganizações Globo reconheceram publicamente, em editorial, que apoiaram a ditadura militar instaurada no país em 1964.1
Em sua autobiografia, no entanto, Walter Clark, diretor-geral da Rede Globo, confessou ter cancelado os programas de Carlos Heitor Cony e Roberto Campos para satisfazer o coronel Gustavo Borges, chefe de polícia no estado do Rio de Janeiro.12 Além disso, Clark afirmou ter contratado um ex-diretor da censura para "ler tudo que ia para o ar" e uma "assessoria especial" formada pelo general Paiva Chaves, pelo civil linha-dura Edgardo Manoel Erickson ("pelego dos milicos", conforme disse) e mais "uns cinco ou seis funcionários".12 Além disso, relatou receber o presidente Emílio Garrastazu Médici em seu gabinete na Globo, onde assistiam aos jogos de futebol exibidos pela emissora aos domingos.12 Segundo ele, o denominado "padrão Globo de qualidade" acabou "passando por vitrine de um regime com o qual os profissionais da TV Globo jamais concordaram".12
Em entrevista ao documentário britânico Beyond Citizen Kane, o ex-ministro da Justiça (1974-1979) Armando Falcão afirmou que "o doutor Roberto Marinho nunca me criou qualquer tipo de dificuldade. Eu, ministro-censor, ele diretor do Globo, da televisão Globo, da Rede Globo, da Rádio Globo, da Rádio Mundial, da Rádio Eldorado, ele nunca me criou dificuldade".13 O próprio Médici chegou a afirmar, sobre o Jornal Nacional, em entrevista: "Sinto-me feliz todas as noites quando ligo a televisão para assistir ao jornal. Enquanto as notícias dão conta de greves, agitações, atentados e conflitos em várias partes do mundo, o Brasil marcha em paz, rumo ao desenvolvimento. É como se eu tomasse um tranqüilizante após um dia de trabalho".13 Em 2012, um ex-delegado do Dops relatou a proximidade entre o regime e a Globo.14
Diretas Já![editar]
No dia 25 de janeiro de 1984, foi ao ar, pela primeira vez em rede, aquele que é considerado o primeiro grande comício das Diretas Já, realizado na praça da Sé, em São Paulo. Naquele dia, o telejornal exibiu reportagem de dois minutos e 17 segundos sobre o tema. No entanto, ocorreu um equívoco durante a escalada do Jornal Nacional, 25 de janeiro é também o dia do aniversário da Cidade de São Paulo, e por conta de um suposto erro técnico, o apresentador do Jornal Nacional acabou anunciando as comemorações dos 430 anos da Cidade de São Paulo, ao invés de Diretas Já, a emissora recebeu críticas que diziam que não havia sido uma falha técnica, mas sim uma manipulação de dados.
Caso Proconsult[editar]
O Caso Proconsult foi uma tentativa de fraude nas eleições de 1982 para impossibilitar a vitória de Leonel Brizola, candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT), ao governo do Rio de Janeiro. Consistia em um sistema informatizado de apuração dos votos, feito pela empresa Proconsult, associada a antigos colaboradores do regime militar. Roberto Marinho foi acusado de participar no caso.
Eleições de 1989[editar]
A emissora é acusada de ter ajudado a eleger o candidato Fernando Collor de Mello nas eleições de 1989, através da manipulação de trechos do último debate de Collor contra Lula.15
Foram feitas duas reportagens sobre o debate do dia 14 de dezembro de 1989.Uma delas foi no Jornal Hoje e outra foi no Jornal Nacional, sendo essa a mais polêmica.A primeira reportagem foi criticada por que ela mostrou um grande equilíbrio e a segunda reportagem por favorecer Fernando Collor.15
O PT moveu uma ação no Supremo Tribunal Federal contra a Globo. O PT queria que novos trechos do debate fossem colocadas como direito de resposta, mas o pedido foi negado.15
Caso NEC[editar]
Em dezembro de 1986, depois que o então ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães, ter ajudado a Rede Globo pela empresa NEC, a Rede Globo deu em troca do acordo bem-sucedido, tornar-se afiliada pela Globo, o que ocorreu em janeiro de 1987, um mês depois do acordo. O acordo finalizado foi noticiado na época pela imprensa brasileira (até a própria Globo e a Bahia) inicialmente como legal.16
Porém, quando a TV Bahia deixou inesperadamente a Rede Manchete pela Globo em janeiro de 1987 (o que gerou processo dos proprietários da TV Aratu contra os da TV Bahia, mas que terminou três dias depois, com que Bahia ficasse com a Globo e a Aratu com a Manchete), gerou polêmica na Bahia e o acordo NEC-Rede Globo ficou sob suspeita.
As suspeitas desse acordo só vieram a tona com as primeiras denúncias de corrupção do Governo Collor em 1992, noticiado pela imprensa baiana (não ligada à família Magalhães) e a brasileira.
Direito de resposta de Leonel Brizola[editar]
Em 15 de março de 1994, a Rede Globo colocou no ar durante o Jornal Nacional o direito de resposta obtido pelo então governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, após dois anos de disputa judicial.17 Brizola havia entrado na Justiça contra a Globo em 1992, depois que o Jornal Nacional de 6 de fevereiro daquele ano divulgou trechos do editorial que seria publicado no dia seguinte pelo jornal O Globo, intitulado "Para entender a fúria de Brizola". O governador do Rio, que queria impedir a emissora de transmitir o desfile carioca das escolas de samba daquele ano era acusado pelo editorial de O Globo de sofrer "declínio da saúde mental" e de "deprimente inaptidão administrativa". Na resposta que foi ao ar, lida pelo locutor Cid Moreira, Brizola dizia não reconhecer na Globo "autoridade em matéria de liberdade de imprensa" e que a emissora teve "longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura de 20 anos que dominou nosso país". Brizola dizia ter sido "apontado como alguém de mente senil". Na sequência, argumentava: "Ora, tenho 70 anos, 16 a menos que meu difamador, que tem 86 anos. Se é este o conceito que tem sobre os homens de cabelos brancos, que os use para si".
Eleições de 2006[editar]
Houve várias críticas à forma como a Globo fez cobertura das eleições, principalmente quanto a uma atenção exagerada a indícios negativos em relação ao PT, fato que levou a emissora a fazer, internamente, um frustrado abaixo-assinado18 para tentar defender-se das críticas e de reportagem da revista CartaCapital.19 Mais tarde, Rodrigo Vianna, ex-jornalista da emissora, divulga carta aberta em que critica várias das posturas da emissora, dando sua visão de como os processos se davam internamente e criticando o abaixo-assinado interno da emissora.20
Eleições 2010[editar]
Jingle de aniversário[editar]
Em 18 de abril de 2010, a emissora lança no Fantástico uma campanha de comemoração pelos seus 45 anos da rede, que aconteceu em 26 de abril desse ano. O logotipo da emissora aparece ao lado o número quarenta e cinco, incluindo frases de atores da emissora, falando frases do jingle como "todos queremos mais". Em determinado trecho da peça, os atores falam:"Todos queremos mais. Educação, saúde e, claro, amor e paz. Brasil? Muito mais".
Segundo o Deputado Federal do Paraná e secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, André Luís Vargas Ilário, o jingle embutiria, de forma disfarçada, propaganda favorável àJosé Serra, candidato a presidente pelo PSDB, concorrente do PT. Na mensagem, embutida no "45", o número do PSDB, e em frases do jingle como "todos queremos mais", o que de acordo com os petistas, seria uma referência ao slogan "o Brasil pode mais" dito por Serra no lançamento de sua pré-candidatura.
Logo no primeiro dia de veiculação do institucional dos 45 anos, a TV Globo tirou do ar a campanha. A emissora afirma que o filme foi criado em novembro de 2009, quando "não existiam nem candidaturas muito menos slogans, mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme."21
O colunista Luís Nassif, no entanto, contestou a justificativa da emissora,22 afirmando que a campanha teria sido gravada em 14 de abril, três dias depois que Serra lançou a pré-candidaura, apontando para isso notícias do próprio portal da Globo.com.23 24 25 26 27 28
Agressão a José Serra[editar]
Uma reportagem apresentada pela Globo contava que Serra havia sido agredido com um rolo de fita por militantes petistas em um ato da campanha, passado mal e dirigido-se a um hospital onde foi examinado e cancelou os demais compromissos do dia por ordem médica.29 Entretanto, o SBT mostrou que José Serra havia sido atingido por uma bolinha de papel, continuou caminhando até receber um telefonema, e então, 20 minutos depois,30 é que levou a mão à cabeça para se queixar do "golpe".29 José Serra então fez uma tomografia, mas não foi encontrado nenhum ferimento, apenas sentiu "náuseas".30 O ocorrido gerou uma onda de críticas no Twitter, utilizando-se as hashtags #serrarojas e #BolinhadePapelFacts.29
Eleições 2012[editar]
Cobertura do Mensalão[editar]
Houve várias críticas à forma como a Globo fez a cobertura do julgamento do caso conhecido como "Mensalão". No mês de outubro de 2012 ás vésperas do segundo turno das eleições municipais o programa Jornal Nacional, o noticiário de maior audiência da rede, dedicou 18 dos seus 32 minutos de duração para abordar o julgamento, tendo ainda como agravante o fato da matéria ter ido ao ar imediatamente após o fim do horário eleitoral, que, em São Paulo, foi encerrado com o programa de Fernando Haddad, candidato do PT, sendo assim durante todo o segundo turno - o noticiário do mensalão foi apresentado pelo telejornal sempre logo após ao fim do horário eleitoral.31
Outros[editar]
Compra da TV Paulista[editar]
Em 1955, o proprietário da TV Paulista, Oswaldo Ortiz Monteiro decidiu vender a sua emissora as Organizações Victor Costa pertencente ao empresário Victor Costa Petraglia, pois a emissora passava por dificuldades financeiras. Porém, Petraglia morreu antes do contrato de transferência ser assinado e então teoricamente a emissora deveria ter retornado para as mãos Oswaldo Ortiz Monteiro. Entretanto o filho de Petraglia decidiu vender a TV Paulista, mesmo sem os documentos de transferência, à Roberto Marinho, que assumiu o controle da emissora.
Na década de 1990, depois da a morte de Oswaldo Ortiz Monteiro, sua família começou a investigar a fraude na compra da emissora. Uma perícia feita em 2003, descobriu que as assinaturas do contrato foram falsificadas e incluíram desde nomes de pessoas falecidas antes da transferência até o uso de máquinas de escrever que ainda não existiam na época da suposta transferência. No dia 24 de agosto de 2010, o Supremo Tribunal de Justiça considerou válida a compra de TV de São Paulo pela Globo32 .
Muito Além do Cidadão Kane[editar]
Em 1993, o Channel Four e a BBC, duas grandes redes de TV Britânica, produziram um filme que conta a história da Rede Globo de Televisão e as ações sombrias no país até o ano de 1990.33 O documentário foi proibido no Brasil desde 1994, graças a uma ação judicial movida por Roberto Marinho. Atualmente existem poucas cópias em circulação no Brasil, além de versões piratas circulando pela internet, como no site Youtube.33 O filme conta com a participação de alguns artistas, políticos, e especialistas como Luiz Inácio Lula da Silva, Chico Buarque, Leonel Brizola e Washington Olivetto. O documentário jamais esteve no circuito de cinemas brasileiros e a exibição que ocorreria no Museu de Arte Moderna (MAM), do Rio de Janeiro, foi proibida pelo então presidente da República, Itamar Franco.33
O título original é "Beyond Citizen Kane".33 Ele teve origem no personagem de Orson Welles, Cidadão Kane ou Charles Foster Kane, criado no final da década de 1940, como protótipo do magnata dono de um império de comunicação. O personagem Cidadão Kane, por sua vez, foi criado por Wells para o filme sobre William Randolph Hearst, magnata da comunicação nosEstados Unidos.33
O documentário é dividido em 4 partes:
na primeira parte ele mostra a relação entre a Rede Globo de Televisão e o período militar, em que se vêem fatos sociais que ocorreram no país em decorrência do governo;
na segunda parte apresenta-se o acordo firmado entre a Rede Globo e o Grupo Time-Life;
na terceira parte evidencia-se o poder do proprietário da Rede Globo, Roberto Marinho. Mostra-se também o suposto apoio da Rede Globo à saída dos militares do poder, na figura do candidato à presidência da República Tancredo Neves;
na quarta parte, tida como a mais importante e reveladora do filme, mostram-se às claras os envolvimentos ilegais e mecanismos manipulativos utilizados pelas Organizações Globo em suas obscuras parcerias para com o poder em Brasília. Contudo, o documentário não apresenta fontes primárias, apenas entrevistas.33
Recentemente esse documentário teve seus direitos de exibição adquiridos pela Rede Record.
Escândalo do Papa-Tudo[editar]
Com a finalidade de concorrer com a Tele Sena de Silvio Santos, a TV Globo em parceria com o então banqueiro Arthur Falk lançou no início da década de 1990 um título de capitalização chamado Papa-Tudo, que tinha César Filho como apresentador e Xuxa Meneghel como garota-propaganda.
A venda deste tele-bingo era igual a da Tele Sena: o comprador adquiria o título em casas lotéricas e correios e caso não fosse contemplado poderia resgatar metade do valor pago após um ano ou comprar um novo título pela metade do preço.
Entretanto, chegou uma ocasião em que os prêmios pararam de ser pagos, culminando com a prisão de Arthur Falk pelo crime de estelionato, entretanto, ninguém da Rede Globo foi responsabilizado.
Rede Diário fora das parabólicas[editar]
Em 25 de fevereiro de 2009, feriado de Cinzas, a Rede Diário, emissora paralela à TV Verdes Mares (Afiliada à Rede Globo em Fortaleza), deixou de ser transmitida pelas antenas parabólicas (que chegava toda América do Sul e parte do Caribe) e as afiliadas que a tinha em quase todo o Brasil, pegando seus telespectadores de surpresa que tentaram a assistir nas parabólicas e nas afiliadas que passaram a transmitir outras redes a partir naquele dia.
A Rede Diário passou ser transmitida apenas no Ceará e estados vizinhos, com 29 operadoras de TV por assinatura.
Nas semanas que se seguiram a saída da Rede Diário o fim das transmissões foi logo associado à Rede Globo (através de pressões à TV Verdes Mares) e uma nota controversa da Globo em que afirmava que a Diário "é uma afiliada da Rede Globo", pois a Rede Diário vencia outras redes rivais da Globo, incluindo a própria Globo (que perdia uma grande fatia da audiência da Diário).
A mesma situação viveu o canal de satélite Amazonsat, de propriedade da Rede Amazônica, que entre os anos de 1988 a 2004 podia ser captado em parabólicas analógicas em canal aberto, porém a partir de 2004 o sinal foi codificado e somente pode ser captado por parabólicas com receptor digital através da aquisição de cartão com o código para decodificação.
Monopólio de transmissão em eventos esportivos[editar]
A Rede Globo é frequentemente acusada de monopólio às transmissões esportivas, principalmente ao Campeonato Brasileiro desde 1999. As transmissões passaram para os canais de TV por assinatura pertencente às Organizações Globo e na SKY (na qual a Globo tem participação).
Na verdade, esse monopólio (que começou aos poucos no início dos anos 90) só foi facilitado graças ao lançamento das primeiras operadoras de TVs por assinaturas no Brasil, coincidindo também às desistências às principais redes concorrentes, SBT, Record, Gazeta, Manchete (hoje RedeTV!) e Bandeirantes para esses eventos esportivos, sob alegação de altos custos de transmissões e baixa audiência.
Depois disso, com esses direitos dados à Organizações Globo, configurava a prática de cartel, que impedia outras redes transmitir as partidas, já que até então os canais das Organizações Globo eram únicas a transmitir e dividia as transmissões a algumas redes concorrentes (principalmente Bandeirantes e RedeTV!).
Em 20 de outubro, depois de 10 anos de tentativas, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), obrigou que a Globo desistisse a preferência em transmitir partidas de futebol do Campeonato Brasileiro e o Clube dos 13 (grupo que reúne 20 grandes times do futebol brasileiro, mas é chamado Clube dos 13) a se comprometer a oferecer pacotes diferentes de divulgação para cada tipo de mídia (TV aberta, TV fechada, pay per view, internet e celular), a partir dos campeonatos de 2012 a 2014.34 35 36 37
Ex-afiliadas
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